Paraty360 - Fotos 360 de Paraty

Paraty (ou Parati), o bela cidade do litoral oeste do estado do Rio de Janeiro, no Brasil, posicionado junto ao oceano, entre dois rios. O município de Paraty conserva e preserva até os dias atuais muitos de seus incontáveis aspectos arquitetônicos e naturais. Patrimônio Histórico Nacional, um passeio pelo Centro Histórico de Paraty permite uma viagem ao passado, quando a cidade era a sede do mais importante porto exportador de ouro do Brasil colonial. As ruas revestidas por irregulares pedras "pé-de-moleque" quase que obrigam seus visitantes a realizar caminhadas contemplativas e vagarosas. Por estar localizada quase ao nível do mar, a cidade cresceu considerando o fluxo das marés, com muitas de suas ruas sendo periodicamente inundadas. A "Veneza brasileira" como é também conhecida, apresenta casarões e igrejas que exibem o estilo de época, além de misteriosos símbolos maçônicos que adornam paredes, fachadas e esquinas. A proibição de tráfego de carros no cento histórico colabora para a atmosfera única de Paraty.

Antes do descobrimento do Brasil pelos navegantes europeus, a região de Paraty era habitada por indígenas Guaianás. No início do século XVI, os portugueses passaram a conhecer a Trilha dos Goianás, que ligava as praias de Paraty ao valo do Paraíba. Foi no morro situado à margem do Rio Perequê (atualmente chamado Morro do Forte) que o povoamento se iniciou. Uma capela construída na encosta do morro é a construção mais antiga que se tem notícia. A aldeia dos Guaianás estava localizada à beira-mar.

Em 1636 a área entre os rios Perequê-Açu e Patitiba (atual Rio Mateus Nunes), que corresponde ao atual Centro Histórico, então uma sesmaria, foi doada por Maria Jácome de Melo para que ali fosse instalado o povoado que surgia. A condição para a doação era a construção de uma nova capela e a promessa de que os índios não fossem molestados.
A partir de 1654 houveram várias rebeliões de moradores, que faziam pressão para que o povoamento se tornasse independente de Angra dos Reis. Após a revolta liderada por Domingos Gonçalves de Abreu, o povoado conquistou a independência em 1660 e recebeu o título de "Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty" em 1667.

Em 1702 o governador da capitania do Rio de Janeiro determinou que as mercadorias apenas poderiam ingressar na Colônia por meio da cidade do Rio de Janeiro. Do Rio de Janeiro as mercadorias deveriam seguir para Paraty e de lá para Minas Gerais por uma antiga trilha indígena que passou a ser chamada de "Caminho do Ouro" após ser pavimentada com pedras irregulares.

Em 1710 os habitantes de Paraty se rebelaram contra a proibição de transporte de ouro pela estrada. Após ser revogada e novamente restabelecida, devido às constantes investidas de piratas que se refugiavam em praias como Trindade, fizeram com que a rota do ouro fosse alterada utilizando um novo caminho ligando o Rio de Janeiro diretamente às Minas Gerais. Um isolamento econômico se iniciava e ainda iria se intensificar.
No século XVII ocorreu um aumento da cultura de cana-de-açúcar e a consequente produção de aguardente.
No século XVIII existiam mais de 250 engenhos de cana-de-açúcar e 150 destilarias em atividade. Devido ao volume de produção, o termo "Paraty" virou sinônimo de aguardente. Até os dias atuais Paraty é conhecida pela produção artesanal de pinga.

O desembarque de escravos provenientes da África passa a ser feito em Paraty, devido à proibição ao tráfego de escravos que fora decretada pelo regente Padre Diogo Antônio Feijó. As rotas antes utilizados para o transporte de ouro passam a ser utilizadas para o tráfego de escravos., além do escoamento da produção cafeeira do Vale do Paraíba que se iniciava.

Em 1844 (durante o Segundo Reinado) a vila foi elevada para cidade, por meio de um decreto-lei do imperador Pedro II do Brasil.

Em 1864 a produção que antes era direcionada para Paraty, passou a ser escoada pela ferrovia que chegava até Barra do Piraí. Esta situação provocou a intensificação do isolamento econômico, a decadência de Paraty e a consequente preservação da arquitetura, de costumes e da cultura local.

Apenas em 1954, com a reabertura da estrada Paraty-Cunha, a cidade e seu patrimônio foi redescoberto. Iniciou-se assim uma nova fase de descoberta e transformação da cidade em atração turística.
Em 1958 o conjunto histórico de Paraty foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Em 1973, com a construção da Rodovia Rio-Santos (BR-101) o movimento turístico foi intensificado, não apenas nacional como também internacionalmente. O bom estado de conservação de sua arquitetura e as belezas naturais fazem da região um destino de grande interesse para viajantes de todo o mundo.








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